Like my short film "Celeste"

Thursday, January 19, 2012

The End


Caríssimos leitores,

Este blog começou no Verão de 2005, antes sequer de eu vir para cá e agora, quase 7 anos depois, é altura de pôr fim á sua existência.

A minha vida está tão mais virada para o cinema hoje em dia, que faz sentido dedicar-me inteiramente ao blog "Life In Film": http://josemarianorton.blogspot.com/

Já sendo um nova-iorquino há tantos anos, não há imensas novidades da cidade que posso partilhar como recém-chegado e além disso os meus interesses são quase exclusivamente virados para o cinema.

Daí a minha decisão.

Pode ser que um dia este blogue seja transformado num livro (como já foi discutido entre mim e uma editora portuguesa), estilo um diário da minha vida cá aliado a um guia da cidade.

Para os que tiverem interesse em seguir a minha carreira de cinema, podem fazê-lo através do blog Life in Film.

Obrigado por terem estado comigo estes anos todos.
Espero ter transmitido uma ideia do que é viver nesta cidade de sonhos e oportunidades.

Boa sorte!

Tuesday, October 11, 2011

I Love NY

Eu não tenho escrito aqui há imenso tempo, mas a minha desculpa é que agora que estou a fazer o que amo, tenho pouco tempo para vir aqui.

Nestes últimos 7 meses tenho vivido e respirado o meu filme "Celeste."
É um filme de que me orgulho imenso e que acredito que me vá trazer ainda muitas alegrias.

Este fim-de-semana foi a screening do filme para a equipa toda e correu lindamente. As reacções foram mais uma vez muito positivas e até foi um membro da imprensa, aqui do 24horas de Newark, o que é sempre bom.

Hoje fui a um evento assim meio secreto do New York Film Festival (que apesar de não ter escolhido a minha curta para este ano, não guardei rancores) que era uma mostra de um filme ainda a ser trabalhado (como o meu!) de um realizador lendário. Eu estava com esperanças que fosse o Fincher e o seu novo filme, ou então o Clint Eastwood, mas o que acabou por ser foi uma grande surpresa!

O e-mail que recebi só dizia que ia haver uma screening especial de um filme ainda inacabado de um realizador lendário. Por isso foi um risco comprar os bilhetes sem saber do que se tratava. Mas era nada mais nada menos que o próprio do Scorcese a apresentar o seu novo filme em 3D chamado "Hugo." Foi lindo ver o Marty a desculpar-se também como eu a dizer que o filme ainda não tem o som final, a música é temporária, os efeitos também, enfim, todos passamos por isso!

Eu adorei o filme, porque é com o Ben Kingsley, esse deus da representação e o 3D funcionou muito bem!

Foi uma daquelas noites em que eu agradeço por viver nesta cidade maravilhosa com ícones como o Scorcese.

Thursday, August 11, 2011

Realizador

É o que tenho sido nos últimos meses.

A "Celeste" tem ocupado a minha vida quase a tempo inteiro desde Maio/Junho. Lembram-se que eu vos tinha falado que tinha acabado de escrever uma curta em Abril. Já lá vai muito tempo e ainda estou a trabalhar nela.

Tenho estado a dirigir malta. Nas últimas semanas tenho enviado o filme para festivais, como um "work in progress." Levou um mix de som assim bruto e efeitos visuais também temporários e música só como exemplo. Mas agora o compositor Matt, que trabalhou em filmes como os últimos Bond, Sucker Punch, etc, aceitou fazer a música do filme e já vamos na terceira fase de revisões. O Matt é brilhante, rapidíssimo e super profissional. Ah! E coitado, só acabou de vir de digressão com a Bjork, uma das minhas artistas preferidas. A parte melhor é mesmo trocar as minhas ideias com o Matt e receber sugestões e comentários porreiros que tornam o filme melhor.

Eu devo confessar, ao princípio foi muito difícil deixar a música que estava no corte inicial (que o Matt tinha composto para outro filme e que eu usei, porque sempre tinha a fisgada que ele escrevesse a banda sonora). É comum acontecer o que chamamos na indústria de "demo love." "Demo" é o nome que se dá a música temporária ou a versões-rascunho. Mas depois de ver o filme várias vezes com a música do Matt já consigo ter as mesmas sensações. Hoje foi um momento crucial, porque ao ver a cena final e ouvir com a música linda que ele escreveu consegui comover-me outra vez como dantes. E é ridículo, porque eu escrevi a história com a Joana, realizei e estava presente quando a cena foi filmada e mesmo assim consigo auto-comover-me?? É um grande elogio á performance da Joana, que está absolutamente brilhante. Ela vai longe!

Na semana passada finalmente concretizei o meu sonho de ir á Technicolor com o meu filme! Não sei se se lembram desde Março que estava com a Technicolor na cabeça. Foi por causa do "Winter's Bone." Vi o filme e o making of e descobri que tinha sido filmado com a RED e o colorista era da Technicolor, de seu nome Tim. Meses depois, lá estava eu sentado ao lado do Tim, onde o Woody Allen, Steven Soderbergh, Darren Aronofsky e o lendário Robert Altman, entre outros, se sentaram e colaboraram com ele. Eu!?

Sim, eu. Porque não? Foi esta atitude que eu tive desde o início, que é uma atitude muito new-yorker. Why not? Ah, também algo Kennedy-ana: [Some people see things as they are and say "why?" I dream things that never were and say "why not?"]

Continuando, lá estava eu a pedir ao Tim para evidenciar um bocadinho mais os sapatos, por exemplo. Ou, mudar a cor do vestido dela na primeira cena. Já que estava na Technicolor e a primeira cena é assim surreal, eu quis fazer uma homenagem subtil ao tipo de película Technicolor de três tiras (3-strip Technicolor). E ficou bem. Não é exactamente igual ao 3-strip, mas tem um tom surreal com certeza. Trabalhar com o Tim foi um prazer e ele é tão rápido que acabámos uma hora mais cedo, poupando dinheiro aqui ao xô realizadoré. E se eu tinha algumas dúvidas antes em gastar aquela batelada de dinheiro na Technicolor, hoje confirmou-se que foi a melhor coisa que eu já fiz. O filme está lindo! Parece saído de um estúdio de Hollywood.

Aqui sentei-me eu ao lado do Tim na sala de cinema DI na Technicolor

Em relação a som, infelizmente o meu engenheiro de som está cheio de trabalho e parece que vamos ter de trabalhar no fim de semana. Mas eu estive em Newark neste que passou e gravei uma data de sons que já estou a pôr no corte. Temos as gotas de água numa cena que já se via mas não se ouvia. E agora ouvindo-se, ganha uma dimensão que não tinha. E para mim simboliza as lágrimas de Celeste (pois ela sofre em silêncio) e o passar do tempo. Ficou muito bem na cena.

Hoje a seguir ao trabalho fui com o meu colega e amigo Budak falar com a malta dos efeitos visuais a uma casa de VFX aqui, a 2 quarteirões do meu escritório (a Technicolor também fica a 2, mas para cima). O Budak está a tratar do design de um fenómeno que aparece no filme. E na casa de VFX eles são uns bacanos e o "flame artist" (Flame é isto: http://usa.autodesk.com/flame/customers/ Custa 190 mil dólares, só o software e é usado em todos os grandes filmes e anúncios. Alguém quer para os anos?)... O "flame artist" já teve umas ideias óptimas para o fenómeno ter 3 dimensões em vez de ser flat. Ele está entusiasmado e fez o melhor elogio que eu já ouvi, dizendo que nunca tinha visto nada assim num filme!

Eu gosto do que está a acontecer. Estou a trabalhar com grandes talentos, que trabalham com outros grandes talentos também! E pode ser que entrando assim no meio eles mostrem o meu filme a esses grandes talentos e eu seja visto como um grande talento! Ha!

O que eu adoro é que o filme já funcionava e estava um espectáculo desde o primeiro corte em bruto! E agora é todo um longo processo em que estamos a tornar tudo ainda melhor, através do Digital Intermediate na Technicolor, da nova banda sonora espectacular, dos efeitos sonoros e som em Dolby Digital 5.1 e dos efeitos visuais fora de série!

Está-me a custar pagar este empréstimo para o filme, mas acredito que a longo prazo foi o melhor investimento que eu alguma vez fiz.

Sunday, July 10, 2011

Connections

O director de fotografia Daniele e eu nas filmagens

Já comecei a editar o filme "Celeste" e está a ficar muito bom (modéstia á parte).

Hoje fui a um workshop do Sundance Institute aqui em Nova Iorque. Em Brooklyn, para ser mais preciso, na BAM (Brooklyn Academy of Music). Tratava-se de um ShortsLab workshop sobre como escrever, produzir, vender, e submeter curta-metragens para festivais.

Foi muito bom conhecer a realizadora do filme Winter's Bone (nomeado para melhor filme este ano). Foi a segunda pessoa nomeada para um Óscar que eu conheci! Debra Granik de seu nome, teve um discurso óptimo e tomava notas durante a palestra com outros dois filmmakers e no fim também foi boa a responder perguntas. No final fiquei a falar com ela e eu contei-lhe como foi por causa do Winter's Bone que eu contactei a Technicolor para fazer a cor do meu filme. E falámos um bocadinho sobre o quão porreiro é o colorista - que também fez o filme dela.

O workshop durou o dia todo e a certa altura apareceu o fundador do Kickstarter ao qual eu fiz uma pergunta e um comentário que pôs as 200 pessoas na sala de cinema a rir: "you're welcome for my 5%!" Porque o Kickstarter cobrou-me 5% do dinheiro que eu consegui. Ele riu-se e eu rematei com um obrigado e depois fiz-lhe a pergunta.

Depois ouvimos da parte dos programadores do festival Sundance e de outros festivais o que eles procuram em filmes (e o que eles detestam em filmes). Foi bom ver que o meu filme não contém nenhum dos factores não desejáveis. E o último filme foi legendado, era russo. Isso motivou-me porque eu tinha medo que um filme legendado não fosse tão bem aceite aqui nos States.

Mas para concluir a noite, houve um cocktail para networking. Eu lá fui falar com o director de programação do festival Sundance e começámos a falar sobre edição. Ele tinha-me ouvido a falar com a Debra antes e já sabia que eu era um editor. Ele disse que a maioria dos filmes que eram submetidos não estavam muito bem editados ou podiam ter coisas cortadas. A certa altura eu perguntei-lhe honestamente se um filme com demasiado bom aspecto era um "turn off" e ele disse que não, está tudo na história!

Eu depois vou dando notícias sobre o estado do filme.

Wish me luck!

Celeste

Obrigado a todos os que contribuíram!

Graças a vocês eu consegui filmar a curta-metragem. E está um espectáculo!
Tenho um pressentimento de que há-de ir longe.

As filmagens correram bem, apesar dos primeiros 2 dias terem sido um bocado stressantes.
Mas no terceiro dia estava tudo a correr bem e a equipa toda já sabia como trabalhar juntos.
Foi óptimo ter tido cá a minha irmã Mariana a filmar a personagem dela na curta, a Marina. Pareceu um bocado surreal ao princípio, mas depois foi super natural, o que foi bom.

A equipa toda fez um trabalho brutal e nota-se nas dailies (os vídeos em bruto das filmagens) a qualidade por detrás do filme. O director de fotografia e eu adorámos trabalhar um com o outro, foi uma excelente colaboração! A production designer fez um óptimo trabalho em tornar tudo 80's. A maquilhadora tornou os actores em pessoas dos anos 80 também. E os próprios actores Joana e Dinarte fizeram um óptimo trabalho no próprio guarda-roupa.


Foi uma experiência muito boa, apesar das poucas horas de sono. Aprendi imenso durante as filmagens, mas também dei graças por ter trabalhado tanto tempo como editor porque houve várias vezes em que o meu cérebro de editor entrou em acção e fez-me filmar certos planos que salvaram cenas.

O balanço final é que não importa o quão bem as filmagens correm, nunca irei conseguir todos os planos com que sonhava. Coube-me a mim tomar decisões do que não era absolutamente crucial para a cena. E esses eram os primeiros a ir. É bom ver entrevistas com outros realizadores, como o Scorcese ou o Aronofski e ouvi-los falar exactamente disto, que muitas vezes não conseguem os planos com que sonharam.

Wednesday, June 01, 2011

Novo Projecto!

Mecenas e almas caridosas,

Ajudem-me a tornar este projecto uma realidade.
É a minha primeira curta falada em português e trata de um casal de imigrantes portugueses em Newark, New Jersey nos anos 80.


Basta ir a este site e doar pode ser até 1 dólar:
http://www.kickstarter.com/projects/josemnorton/celeste-a-supernatural-thriller

Obrigado!

Sunday, April 17, 2011

Resposta a Acusações de Que Eu Mudo de Casa Como Quem Muda de Camisa

Primeiro apartamento/quarto:
- Vivi com um casal que ficou grávido e precisava do meu quarto para a cria -> fui simpaticamente expulso

Segundo apartamento/quarto:
- Temporário. Em Harlem, fiquei até encontrar o...

Terceiro apartamento/quarto:
- O meu roomate era um sinistro e o cãozinho mijava por todos os lados

Quarto apartamento/quarto:
- Uma óptima experiência, tipo friends. Éramos 3 gajos, com a mesma idade e interesses parecidos. Vivi lá 2 anos até que um dos roomates decidiu ir viver com a namorada. O meu outro roomate e eu vimo-nos forçados a procurar um outro apartamento

Quinto apartamento:
- Primeira vez a viver sozinho sozinho. Studio porreiro junto ao rio na zona exclusiva da West Village. Ao fim de um ano deu para perceber que era demasiado caro para mim. Não poupei quase nada esse ano...

Sexto apartamento:
- Studio grande na East Village a um preço óptimo - obrigado crise!

Sétimo apartamento:
- Se tudo correr bem, para lá me mudarei em breve. O preço óptimo do anterior subiu para uma absurdidade graças ao fim da crise. Obrigado mercados estáveis, menor desemprego e sentimento positivo dos consumidores...

Últimas

Muito se tem passado por aqui.

Este mês tem sido um bocado stressante com busca de apartamento, pagamento de impostos, muito trabalho e mais coisas.

Mas na sexta-feira finalmente encontrei um apartamento! Fui-me obrigado a sair deste porque aumentaram-me a renda para um valor tal que não posso mais pagar. Quer dizer, se eu ficasse aqui, aumentar-me-iam a renda para esse valor. Eu acho que eles queriam era ver-se livres de mim, porque os apartamentos á volta estão a ser renovados. A empresa que gere este prédio mudou há uns meses e começaram a expulsar pessoas e a fazer obras. A parte feliz é que as rendas subiram porque a crise acabou! Ouviram?? Aqui, a crise acabou!! Yahoo!

Com menos de 1% de apartamentos disponíveis em Manhattan (nunca tinha ouvido tal) o mercado de aluguer está complicado para os "tenants" (inquilinos). Procurei durante um tempo e até com brokers (que cobram um abuso por procurarem apartamentos na Internet, basically...) e encontrei este com sites que amigos recomendaram. Então foi directamente com a empresa que gere os prédios, ou seja, não há broker fee ou nada do género. Ou seja, menos dinheiro que eu tenho de gastar. Vamos ao apartamento. É mais pequeno que o meu actual e não tem máquina de lavar loiça (buuuu!!) mas fica a 2 quarteirões do meu escritório. Também é mais caro que o meu actual, mas se considerarmos que o preço do meu actual ia subir anyway, é mais barato.

Ontem acabei de escrever uma curta-metragem com a minha amiga Joana. A Joana e eu sempre gostámos de teatro e filmes e desde o 8º ano do liceu que somos amigos. Com ela a viver aqui a estudar acting e eu a querer fazer filmes, decidimos criar esta curta, baseada numa história que me contaram uma vez. Está a ser lindo escrever porque eu estou sempre a pensar nas personagens, é como se vivessem na minha cabeça. Penso muito na Celeste e no João, dois imigrantes portugueses dos anos 80 em Newark. Vai ser a minha primeira curta em português! E também a mais cara. Daqui a uma semana ou duas vou estar pedir-vos dinheiro. Mas não muito, se toda a gente der tipo $10 e se eu conseguir contar com os investidores mais ricos acho que vamos conseguir angariar fundos suficientes para contar esta história!

Com outros dois amigos americanos tenho estado a colaborar num guião para uma longa-metragem. Fala de temas que eu adoro e com os quais me fazem pensar muito. É sobre a filmagem de uma longa-metragem e sobre relações e sobre manipulação e loucura. Vai ser muito boa! E já acabámos a estrutura e esqueleto. A fase seguinte é escrever do princípio ao fim.

Em termos de trabalho (porque a curta e a longa são puro prazer), tenho estado a editar uma campanha linda! Uma dupla de realizadores ingleses óptimos filmaram 2 anúncios e mais 2 vídeos para web com um humor que é mesmo o meu género. Foi inspirador editar com eles e eles deixarem-me experimentar o que eu queria. O primeiro corte que eu fiz o meu boss e outro produtor executivo não me queriam deixar mostrar aos realizadores. Eu insisti e disse que se havia alguém a quem eu podia mostrar era a eles, porque os restantes níveis (agência e depois clientes) estão mais distantes de puro filmmaking. Então mostrei e eles ficaram impressionados com a minha confiança: "Eu vou mostrar-vos o corte sem fazer nenhuma explicação". E apesar de não ser o que eles queriam, houve coisas que eu fiz que definitivamente passaram para os cortes seguintes. Eu estou ansioso por vos mostrar os anúncios, que vão estar prontos na semana que vem.

E na semana que vem vou ser operado aos olhos. Desde bébé que tenho estrabismo e apesar de ter aprendido a viver com isso, não deixa de ser incómodo e doloroso. Por isso, pela terceira vez na vida, vou á faca para tentar corrigir isto. Confio no meu médico, que faz mil destas operações e parece bastante confiante na taxa de sucesso (80%). A única coisa que não me apetece é passar uma semana ou duas com os olhos negros e bloodshot. Mas o resultado final, se tudo correr, valerá a pena!

É tudo por agora.

Uma boa semana!

Wednesday, March 23, 2011

Cool and Not Cool

Cool: Liguei hoje á Technicolor (empresa que faz a cor da maioria dos filmes de qualidade) só por acaso para perguntar quanto cobravam para fazer a correcção de cor de uma curta-metragem independente. E por acaso até são acessíveis! Eu imaginava que era impossível, baseando nos preços que outras empresas cobram para cor nos anúncios em que eu trabalho. Mas não, totalmente possível. Em vez de $1,750 á hora, eles cobram muito, muito menos. E atenção que isto são profissionais que fizeram a cor para o Black Swan, Boardwalk Empire, etc.  Eles são porreiríssimos e super acessíveis e dizem que adoram trabalhar em curtas. E eu vou trabalhar com eles!

Not Cool: Ontem cheguei a casa e tinha um business card de um detective debaixo da porta. Dizia "Please Call". E hoje liguei-lhe e descobri que o super do meu prédio, que é meu vizinho do lado, foi preso na Sexta-feira passada. Eu bem suspeitei que algo se passava, tinha estado muito silencioso ultimamente... Foi preso porque espancou a mulher. As palavras do detective foram: "domestic violence that got a little out of hand. But she's OK, she's alive." Que horror... Deve ter acontecido durante o dia porque eu não ouvi nada. A "cena" do meu "interrogatório" fez-me sentir dentro de um show de detectives de NY. Ha! Entrei no banco de trás do carro onde estava o detective X com um bloco de notas e no banco da frente a detective Y (gostaram? cromossoma X e Y?). Pedi-lhes claro para mostrar o badge e eles mostraram sem questionar se sequer. O detective mostrou-me logo uma fotografia do meu super, a mug shot, na qual ele estava mais sinistro que nunca. E depois o detective X fez-me uma data de perguntas, ás quais eu respondi com o maior cuidado, não querendo distorcer a realidade para um lado ou para o outro. Eu, com a minha mente de realizador, estava ao mesmo tempo a assimilar esta experiência toda. Mas acho que foi uma boa "cena". Um bocado tipo Se7en, porque estava a chover a potes e claro que os detectives estavam com as gabardinas típicas...